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Coronel Fabriciano, 19 de junho de 2024

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Igreja no Brasil celebra no próximo dia 2 de julho solenidade de São Pedro e São Paulo, transferida do dia 29 de junho
30/06 Notícias da Igreja
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No próximo dia 2 de julho, a Igreja no Brasil celebrará a solenidade de São Pedro e São Paulo, transferida do dia 29. Também celebra-se, nesse dia, o dia do Papa. “É uma ocasião propícia para orações pelo sucessor de Pedro e reflexões sobre a fé da Igreja, que ele professa”, afirma o arcebispo de Natal, dom Jaime Vieira Rocha.

Também nas missas celebradas no sábado, 1º de julho, e no domingo, 2 de julho, será feita a Coleta do Óbolo de São Pedro, um importante instrumento para as obras de assistência social promovidas pelo Papa. 

“Celebrar São Pedro e São Paulo é celebrar aqueles que a Igreja considera as colunas da Igreja: Pedro, o primeiro a proclamar a fé, fundou a Igreja primitiva sobre a herança de Israel. Paulo, mestre e doutor das nações, anunciou-lhes o evangelho da salvação. Por diferentes meios, os dois congregaram a única família de Cristo e, unidos pela coroa do martírio, recebem hoje, por toda a terra, igual veneração” (MISSAL ROMANO. Prefácio da Solenidade de São Pedro e São Paulo).

São Pedro

Dom Jaime Vieira Rocha, arcebispo de Natal (RN), explica que São Pedro é o Apostolo que inicia a lista dos 12, a quem o Senhor mudou o nome de “Simão” para “Pedro” (rocha, Kephas), quem confessou que Jesus era o Messias de Deus e a quem foram dirigidas as palavras que manifestam a sua grande missão: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la” (Mt 16,18). Mas, sobretudo, as palavras no lago de Tiberíades onde, num diálogo afetivo, Jesus se dirige ao pescador: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?” (Jo 21,15). 

São Paulo

Já São Paulo, dom Jaime explica que é o grande Apóstolo, o convertido, o que passa de perseguidor dos cristãos a grande missionário da causa de Jesus, o Nazareno. “É o Apóstolo das grandes cartas endereçadas às comunidades cristãs, algumas fundadas por ele outras que foram iluminadas pelo seu zelo apostólico. Paulo de Tarso simboliza todo o cristão que assume seu batismo e toma consciência do chamado a proclamar o Evangelho da graça de Deus”, diz.

De suas cartas encontra-se expressões que se tornam programa de vida para os cristãos: “quando aprouve àquele que me reservou desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça, para revelar seu Filho em minha pessoa” (Gl 1,15-16), ou: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. A minha vida presente, na carne, eu a vivo na fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20), e ainda: “para mim o viver é Cristo” (Fl 1,21). 

“Celebremos, portanto, esses dois grandes santos, rezemos pelo Papa Francisco que hoje continua a missão de Pedro e, como São Paulo, não percamos a confiança, pois Scio cui credidi (sei em quem confiei)”, exorta dom Jaime Vieira, arcebispo de Natal (RN). 

CNBB